A Calvície

Definição

Quando alguém se vê perdendo cabelos e ficando calvo, surge uma pergunta: por quê?

A resposta básica é que a calvície masculina ou feminina é herdada geneticamente e, pode começar a se desenvolver logo após a puberdade. A perda de cabelos não é resultante de má circulação, entupimento do folículo piloso ou hábitos como, por exemplo, uso de chapéu, boné ou capacete, lavar os cabelos demasiadamente ou simplesmente não lavar.

É também chamada de ALOPÉCIA ANDROGENÉTICA (AAG) masculina ou feminina.

Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Rosto Masculino
-
+

No homem, na maioria das vezes, inicia-se na região das têmporas ("entradas"), e evolui acometendo todo o topo do couro cabeludo até a região do vertex ("coroa").

Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Cabelo Rosto Feminino
-
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Nas mulheres o processo é mais difuso, a perda ocorre na região central e superior do couro cabeludo, sem afetar a linha anterior de implantação dos cabelos.

Miniaturização dos Folículos

Miniaturização dos Folículos Miniaturização dos Folículos Miniaturização dos Folículos Miniaturização dos Folículos Miniaturização dos Folículos

A calvície androgenética é decorrente do efeito da enzima 5-α-redutase que reage com a testosterona transformando-a em diidrotestosterona (DHT). A ação deste novo hormônio atua no folículo piloso iniciando a miniaturização dos fios e acelerando a queda dos cabelos.

O processo de miniaturização progressiva dos fios, transforma os fios grossos (chamados pelos terminais ) em fios finos e cada vez mais curtos (chamados de velus ou penugem). Na evolução do processo de miniaturização, ainda observamos a mesma quantidade de raízes vivas, porém estas geram fios menores e mais fracos. Com isso, podemos enxergar a pele do couro cabeludo através dos mesmos. Geralmente é nesta fase em que os portadores da calvície percebem que estão com menos cabelos.

Associados a estes fatores, a calvície também pode ser resultante de outros fatores como:

Eflúvio Telógeno

Eflúvio Telógeno

Um tipo comum de perda de cabelos, que ocorre quando um grande percentual de fios está, ao mesmo tempo, na fase telógena, fase essa em que ele se encontra fino e com espessura menor. Isso ocorre devido a distúrbios hormonais, nutricionais, stress e alterações metabólicas. Tem início geralmente na fase adulta jovem ou adolescência e geralmente, é resolvido com tratamento clínico.

Tricotilomania

Tricotilomania

Ato compulsivo de arrancar os cabelos. Geralmente apresenta-se como falhas em áreas localizadas. Não pode ser tratada clínica ou cirurgicamente até que as causas emocionais e psicológicas sejam solucionadas.

Alopécia Areata

Alopécia Areata

Doença autoimune que causa perda localizada de cabelos. Um exame clínico minucioso é necessário para estabelecer o diagnóstico.

Alopecia Cicatricial

Alopecia Cicatricial

Causada por trauma químico ou mecânico. Pode ser devido à tração exagerada dos fios, sequelas de queimaduras, cirurgias plásticas faciais e radioterapia.

Causas Sistêmicas

Causas Sistêmicas

Lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite, anemia ferropriva, doenças carenciais e debilitantes, diabetes, hipertiroidismo, hipotireoidismo e doença de Addison.

Estrutura do Cabelo

A unidade folicular é uma estrutura extremamente complexa e diferenciada, com várias células e estas desempenhando muitas funções. Dentre elas podemos destacar: crescimento rápido, potencial de imortalidade e capacidade de auto-renovação. Essa capacidade de renovação faz com que os cabelos estejam em constante processo de renovação através de um ciclo, chamado Cliclo Biológico dos Cabelos.

Haste Pilosa

Papila Dérmica

Fase Anágena

Fase anágena

ou de crescimento: dura de 2 a 7 anos. É nesta fase que se encontram 80% dos cabelos. O folículo apresenta um bulbo escuro, inserido na derme profunda, onde a matriz apresenta-se ativa, produzindo continuamente o fio.

Desenvolvimento do fio de cabelo em taco

Fase Catágena

Fase catágena

dura de 2 a 4 semanas. A matriz para de proliferar e a parte mais baixa do folículo, logo abaixo do músculo pilo eretor, entra em atrofia, fazendo com que o cabelo deixe de ser produzido. Acomete apenas 1 a 2 % dos fios.

Fio de cabelo em taco

Papila Dérmica

Fase Telógena

Fase telógena

tem início após a fase de involução, com o desaparecimento de toda a matriz. Dura de 3 a 6 meses e acontece em aproximadamente 10 a 15% dos cabelos.

Há dois tipos de pelo produzidos pelos folículos: o velus e o pelo terminal. Quanto ao ciclo biológico e aspecto anatômico os dois são muito parecidos. A principal diferença entre eles é o tamanho.

Pelo Terminal

O pelo terminal é longo, grosso, pigmentado, com músculo eretor e medula, cujo diâmetro é de 0,06mm.

Velus

O velus é um pelo pequeno, com menos de 2 cm de comprimento, apresentando-se fino, sem medula e macio. Este tipo de pelo pode ser transformado em pelo terminal, como ocorre com a barba após a puberdade.

Fator Genético

A calvície é de transmissão genética autossômica dominante, ou seja, basta somente a presença de um gene, vindo de um dos pais, para o filho manifestar a patologia. Se o pai ou a mãe tem calvície, o filho tem 50% de chance adquirir a mesma. Se ambos os pais tem calvície (sendo que o lado materno positivo pode ser a presença de calvície no avô materno) a chance aumenta para 75%.

Pai
Pai
ou
Pai
Mãe ou avô materno
=
50%
Pai
Pai
e
Pai
Mãe ou avô materno
=
75%

Analisando a embriogênese dos cabelos percebe-se que a área que será afetada pela calvície (região frontal, topo e vertex) tem origem em uma determinada região do embrião chamada de crista neural, e que a área que será imune à calvície (laterais da cabeça e nuca) tem origem em outra região do embrião chamada de mesoderma. A diferença na origem embrionária entre a área que é afetada pela AAG e a área que é imune, influencia a resposta dos folículos capilares à DHT, ou seja, somente os folículos da região frontal, intermediária e vertex possuem receptores para se ligarem com o hormônio. Como os folículos da região occipital não possuem receptores para DHT, nunca sofrem a miniaturização. Isto possibilita o tratamento da calvície de forma definitiva, através do transplante de cabelos.

Fator Hormonal

Os hormônios sexuais têm um papel importante na AAG (alopecia androgenética). A Testosterona reage com uma enzima chamada de 5-alfa-reductase tipo II, presente nos folículos, transformando-se em diidrotestosterona, ou DHT. Sabe-se que os homens tem 40% mais receptores para 5 alfa redutase na região frontal e que possuem 3,5 vezes mais 5 alfa redutase do que as mulheres. Isto explica porque na maioria das vezes a calvície masculina se inicia pela região frontal.

Folículo Normal

Folículo Normal

5-alfa-reductase

DHT

Folículo Normal

Folículo Afetado

Folículo Normal

DHT reagindo com 5-alfa-reductase

Folículo Normal

A DHT é cinco vezes mais potente que a testosterona, e é ela quem age no folículo capilar levando à miniaturização do fio de cabelo. A Testosterona tem sua produção aumentada com o início da puberdade, por isso que muitos quadros de AAG têm início nesse período. A quantidade de testosterona é igual nos pacientes calvos e não calvos, porém a DHT é maior nos calvos. Não existe aumento de testosterona na corrente sanguínea dos pacientes calvos, o que ocorre é uma sensibilidade dos receptores celulares, de certas regiões do couro cabeludo, a DHT nos pacientes que possuem herança genética para a calvície.

Calvíce Masculina

A calvície masculina é também chamada de Alopécia Androgenética (AAG). Na maioria dos casos, inicia-se na região das têmporas ("entradas"), e evolui acometendo todo o topo do couro cabeludo até a região do vertex ("coroa").

Causas da calvíce masculina
Causas da calvíce masculina
Causas da calvíce masculina
Causas da calvíce masculina

A calvície masculina é decorrente de uma alteração genética e hormonal denominada por Alopecia Androgenética (AAG). A calvície androgenética é uma combinação da hereditariedade com a ação dos hormônios androgênicos, a testosterona esse hormônio reage com uma enzima a 5-alfa-redutase, transformando-a em Diidrotestosterona (DHT). Os cabelos acometidos são os da região frontal e superior da cabeça.

A causa é considerada multifatorial, sabendo-se que também ocorre a conversão da testosterona (hormônio masculino que também circula nas mulheres, porém em menor quantidade que nos homens) para DHT (diidrotestosterona), através da enzima 5 alfa redutase. Nas mulheres os andrógenos (hormônios masculinos) são produzidos nas glândulas suprarrenais e nos ovários. As mulheres têm 3,5 vezes menos 5 alfa-redutase do que os homens, mas esta enzima também se encontra em maior concentração na região fronto / parietal, explicando o início da rarefação capilar neste local.

Ação do DHT

Os principais agravantes da AAG são o estresse, a oleosidade excessiva do couro cabeludo, as doenças de pele e dentre elas a esclerodermia, o líquen plano e o lúpus, além das carências nutricionais pela falta de ferro e proteínas.

Causas da calvíce masculina
Miniaturização dos Folículos

Tratamento

O processo de restauração capilar evoluiu muito ao longo desses 25 anos. Em meados de 1998, os especialistas em cirurgia da calvície começaram a trabalhar com unidades foliculares, que são estruturas contendo de 1 a 4 folículos, da mesma forma que é encontrado no couro cabeludo, mais refinadas, afastando o então estigma do cabelo de boneca, pois com estas unidades, o resultado torna-se o mais natural possível.

Folículo Piloso
Causas da calvíce masculina

O paciente deve preencher toda a ficha da clinica referente aos dados sobre sua saúde. Deve mencionar se fuma, se é portador de hipertensão arterial, se tem alguma doença sistêmica e se toma algum medicamento, até mesmo os fitoterápicos (gingko biloba, cápsula de alho). Citar possíveis alergias ou complicações de outras naturezas.

Na primeira consulta o(a) paciente deve usar de franqueza sobre o que espera da cirurgia e ouvir atentamente quais as limitações que o caso poderá oferecer.

No exame propriamente dito, examina-se o couro cabeludo classificando-se o grau da calvície (que, no homem, pode variar de I a VII na escala de Hamilton e na mulher de I a VI na escala de Basto), a elasticidade do couro cabeludo, o tipo de cabelo e a densidade da área doadora (geralmente a área doadora escolhida é a região da nuca).

Ainda nesta primeira consulta, após o exame físico, o cirurgião pode definir se é necessária a cirurgia e também já pode ter em mente o número de sessões aproximado para obter o resultado esperado. Também pode ser utilizado como coadjuvante da cirurgia um tratamento clínico e/ou não cirúrgico:

  • Medicações de uso oral: É um tratamento sistêmico que tem o objetivo de equilibrar a perda capilar. Dentre as medicações mais conhecidas, está a Finasterida e também as drogas anti-andrógenas e os complementos vitamínicos.
  • Loções: É um tratamento tópico que consiste em diminuir o processo de perda dos cabelos, que pode se dar pela miniaturização dos fios ou até mesmo a queda dos cabelos.
  • Xampus: A indicação de xampus específicos se faz necessária como coadjuvante no tratamento clínico para o tratamento das hastes ou até mesmo do couro cabeludo. Um exemplo é o tratamento da dermatite seborréica (caspa) que responde muito bem ao uso de xampus.

É importante ressaltar que algumas características individuais de cada ser humano podem alterar o resultado da cirurgia. E isto deve ficar bem esclarecido porque não depende da vontade ou até mesmo da habilidade do cirurgião. Dentre estas variantes podemos destacar:

  • O tipo de cabelo: O cabelo grosso geralmente confere resultado melhor que o cabelo fino.
  • A elasticidade da pele: Quanto mais elástica a pele do couro cabeludo, mais cabelo doador vamos obter e mais simples será o procedimento cirúrgico, deixando a cicatriz resultante na área doadora mais fina e menos visível, o mesmo acontecendo com as incisões puntiformes na área calva e portanto deixando um resultado mais bonito e estético.
  • A densidade da área doadora: Quanto mais cabelo por centímetro quadrado melhor será o resultado alcançado, pelos menos teoricamente.
  • A cor do cabelo: Cabelos grisalhos dão resultados mais naturais e aparentam mais densidade capilar que os cabelos mais escuros.
  • A cor da pele: A pele clara se destaca mais por entre os cabelos escuros e portanto os resultados que parecem “mais bonitos” são aqueles em que há menos contraste entre a cor da pele e do cabelo ou seja cabelo claro / pele clara, cabelo escuro / pele escura e cabelo grisalho ou branco / pele de qualquer cor.

Existem várias classificações para os graus de calvície, sendo a mais conhecida a de Hamilton-Norwood, cujo diagrama está apresentado abaixo.

Grau I da calvíce masculina
I
Grau II da calvíce masculina
II
Grau II A da calvíce masculina
II A
Grau III da calvíce masculina
III
Grau III Vertex da calvíce masculina
III Vertex
Grau III A da calvíce masculina
III A
Grau IV da calvíce masculina
IV
Grau IV A da calvíce masculina
IV A
Grau V da calvíce masculina
V
Grau V A da calvíce masculina
V A
Grau VI da calvíce masculina
VI
Grau VII da calvíce masculina
VII
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Calvíce Feminina

É uma rarefação capilar difusa das áreas temporal, parietal e occipital, iniciando na linha média de repartição dos fios. Há a transformação de um pelo terminal grosso em velus (penugem). É também conhecida como Alopecia Androgenética Feminina ou Padrão Feminino de Perda de cabelos.

Causas

A calvície feminina é tão comum quanto a masculina, porém menos severa e de uma apresentação clínica totalmente diferente.

Causas da calvíce feminina
Causas da calvíce feminina
Causas da calvíce feminina

O início é gradual e após a puberdade, porém, com picos de aparecimento na idade entre 30 e 50 anos.

Cerca de 25% das mulheres entre 25 e 40 anos e 50% das mulheres acima dos 40 anos, apresentam algum grau de calvície. Assim como na masculina, há também uma predisposição genética autossômica dominante, transmitida por ambos os pais, não somente pelo lado materno. Apenas 20% dos casos têm história familiar positiva.

A causa é considerada multifatorial, sabendo-se que também ocorre a conversão da testosterona (hormônio masculino que também circula nas mulheres, porém em menor quantidade que nos homens) para DHT (diidrotestosterona), através da enzima 5 alfa redutase. Nas mulheres os andrógenos (hormônios masculinos) são produzidos nas glândulas suprarrenais e nos ovários. As mulheres têm 3,5 vezes menos 5 alfa-redutase do que os homens, mas esta enzima também se encontra em maior concentração na região fronto / parietal, explicando o início da rarefação capilar neste local.

Ação do DHT

Na maioria das vezes, não se detectam aumento dos hormônios masculinos na corrente sanguínea. O que ocorre é uma sensibilidade dos receptores celulares à DHT, desencadeando o processo de miniaturização dos fios, com diminuição do diâmetro e tamanho da haste dos fios e redução da fase de crescimento dos mesmos.

Os fatores desencadeantes podem ser: desordem hormonal, incluindo início ou interrupção de uso de anticoncepcional, pós-parto e período pré e pós menopausa, além de doneça da tireóide e ovarios.

Outro tipo de alopecia encontrada é a alopecia traumática, encontrada principalmente nas mulheres que usam química, como por exemplo, alisamentos, “rastafáris”, ou penteados que tracionam muito o cabelo. Em alguns casos o tratamento adequado pode reverter o quadro capilar neste local.

Diagnóstico

Para um diagnóstico preciso da calvície feminina, sempre devemos afastar qualquer outra causa que levem uma queda abrupta de cabelos. As mais comuns são:

  • Anemia por deficiência de ferro
  • Dieta alimentar restritiva
  • Doenças da tireoide
  • Alterações hormonais com aumento dos hormônios masculinos
  • Início ou interrupção do uso de anticoncepcionais orais
  • Período pós-parto
  • Uso de alguns medicamentos
  • Período pós cirúrgico ou pós estresse
  • Menopausa
Diagnóstico da calvíce feminina

Ao exame clínico não é comum encontrarmos uma área totalmente calva ou entradas, como nos homens na grande maioria dos casos. A linha anterior dos cabelos ou a faixa anterior dos cabelos permanece em seu local original.

Este fato se dá pela presença de uma enzima chamada aromatase que transforma a testosterona em estradiol (hormônio feminino) e a androstenediona, andrógeno presente em maior concentração na mulher, em estrona (hormônio feminino), protegendo os fios desta região de sofrerem o processo de miniaturização.

As mulheres possuem uma concentração de aromatase 6 vezes maior do que os homens. Os hormônios femininos protegem as mulheres da calvície.

Veja alguns casos de calvíce feminina:

A principal queixa das pacientes do sexo feminino é conseguir ver o couro cabeludo através dos fios de cabelo, quando se olham de frente para o espelho. A calvície feminina apresenta quatro classificações importantes na literatura médica mundial, são elas: Ludwig, que classifica a Calvície Feminina em 3 tipos; Olsen, classifica em 3 tipos; Hamilton - define 8 tipos de Calvície Feminina contudo, sem conseguir abranger todos os tipos; Classificação de Basto, a mais completa classificação encontrada na literatura médica. Apresenta 6 tipos abrangendo todos os graus de calvície feminina encontrado na pratica médica diária. A classificação é baseada na rarefação capilar que se inicia na linha de repartição dos cabelos e que evolui lateralmente acometendo toda a superfície superior do couro cabeludo.

O Dr. Fernando Basto desenvolveu uma classificação para os mais variados graus de calvície encontrados na clínica diária. São 6 tipos conforme o quadro abaixo.

Grau Ia
Grau de calvíce Ia
Grau Ib
Grau de calvíce Ib
Grau Ic
Grau de calvíce Ic
Grau II
Grau de calvíce II
Grau III
Grau de calvíce III
Grau IVa
Grau de calvíce IVa
Grau IVb
Grau de calvíce IVb
Grau V
Grau de calvíce V
Grau VI
Grau de calvíce VI

Tratamento

Uma vez feito o diagnóstico, há 3 possibilidades de tratamento, de acordo com a indicação do médico especialista. O controle clínico da queda dos fios, o tratamento cirúrgico ou a associação de ambos.

Tratamento clínico

O tratamento clínico consiste no uso tópico e contínuo de loções capilares, administração oral de vitaminas específicas e edicamentos anti-hormônio masculino (quando necessário). Shampoos fortificantes à base de vitaminas, anti caspa e controle da oleosidade. O Laser de Baixa Potência pode ser usado. Face às fases do ciclo de crescimento dos cabelos, só estamos aptos a saber, se o tratamento está ou não sendo eficaz, após um período mínimo de 6 a 8 meses ministrados ininterruptamente.

Tratamento cirúrgico

No tratamento cirúrgico, somos adeptos ao transplante de maior numero possível de unidades foliculares, conhecido como mega-sessão (maior número possível de fios transplantados em uma única cirurgia, dependendo da densidade e elasticidade da área doadora de cada paciente), especialidade da Clínica Dr. Fernando Basto.

Como pode ocorrer diminuição da densidade capilar também na região occipital, nem sempre as pacientes femininas têm indicação para o transplante de cabelo, pois é deste local que se obtém a tira de cabelos (área doadora). Quando há indicação cirúrgica, sempre devemos analisar a densidade e a elasticidade desta área posterior, para fazermos um bom planejamento cirúrgico. Na maioria dos casos femininos, a quantidade de fios doadores é insuficiente para cobrir toda a área rarefeita. Por isso é muito importante se estabelecer uma área prioritária para a colocação das unidades foliculares, de acordo com o estilo de penteado de cada paciente. Assim sendo, se consegue um efeito cosmético de camuflagem das outras áreas, quando os fios se sobrepõem.

Devemos salientar que mesmo a paciente optando pela cirurgia, ela deve sempre seguir um tratamento de controle clínico pós-cirúrgico orientado pelo Dr. Fernando Basto. Isto fará com que o resultado cosmético obtido após a cirurgia se prolongue por mais tempo. Caso não haja um acompanhamento clínico, a tendência é a paciente voltar a apresentar uma rarefação de cabelo pouco tempo de operada, pois os fios não transplantados tendem a sofrer o processo de miniaturização progressiva e consequentemente evolução da calvície. As drogas coadjuvantes prolongam a vida dos cabelos remanescentes e fortalece os transplantados.

No pós-operatório imediato pode haver uma pequena queda dos cabelos originais. Isto se deve pelo stress cirúrgico, pelas milhares de incisões entre os cabelos remanescentes, provocarem micro traumas no couro cabeludo e na circulação sanguínea, além do próprio processo de cicatrização. Não há lesão das raízes pré-existentes e estes cabelos voltam a nascer junto com os fios transplantados. Por isso as pacientes femininas necessitam de um apoio psicológico, com suporte médico, para realizarem este tipo de procedimento. Há necessidade de um acompanhamento pós-operatório, para assegurar a essas pacientes uma evolução natural deste tipo de cirurgia.

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